Edição n.º 141

Chuva e bom tempo

1 A guerra persiste, a inflação mantém-se alta, a população queixa-se, a subsidio – dependência acentua-se. O comportamento das infra-estruturas urbanas ante chuvadas fortes lembra-nos que somos um país pobre – em recursos materiais e humanos. Em várias áreas, é notório um clima de depressão, não obstante alguns elementos positivos, nomeadamente no que respeita à resistência de Portugal aos problemas energéticos sentidos por muitos países.

2 A guerra na Ucrânia, sabe-se, condiciona as economias de todo o mundo – ou não fossem os dois países beligerantes tão importantes em termos de fornecimento global de energia e de matérias-primas alimentares. E, como se disse, embora Portugal seja menos dependente da energia russa (graças, sobretudo, às renováveis) e dos cereais dos dois países do que a maioria, não deixa de ser afectado, indirecta e directamente – e não apenas através da inflação importada.

3 Não pode deixar de se registar que o crescimento económico português foi, em 2022, superior ao da média europeia. E para o próximo ano, prevê-se igualmente uma taxa de crescimento maior do que a média dos outros países da UE.

4 Não escamoteamos o facto de Portugal ainda estar na chamada “cauda da Europa”. Mas recusamos debates inquinados, como o que assenta em simplismos semelhantes à previsão do crescimento da Roménia em 2024, em comparação com o alegado PIB português nesse ano.

5 Reconhecemos, como se afirma no ponto 1, o clima depressivo que se observa em muitos sectores nacionais, mas, por outro lado, entendemos que se impõe referir alguns ventos favoráveis para 2023, como, por exemplo, a cada vez menor dependência energética, e até o previsível crescimento em relação à média europeia. A auto-estima dos portugueses precisa que se lembrem os casos positivos…

6 Em suma: esperam-se fortes “chuvadas”, talvez mesmo algumas tempestades, mas tudo indica que o horizonte trará aberturas de bom tempo.


ARG

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