O Economista 2022

A crescente incerteza

A incerteza é a única certeza nos dias que correm – passe o “trocadilho” e, também, o lugar-comum.

A questão é recorrente, mas o seu agravamento não pode deixar de causar forte apreensão junto das empresas, dos gestores, das famílias.

De facto, é difícil fazer planos, não é fácil garantir prazos, é complicado cumprir compromissos.

É já um clichê, mas não é demais insistir: depois da pandemia ter deixado inúmeras empresas e famílias exauridas, a guerra na Ucrânia completou um quadro assustador. Milhões de famílias em todo o mundo sofrem com a falta de cereais e com o brutal aumento da generalidade dos produtos alimentares. Cresce o número de empresas paralisadas (por exemplo: a “simples” escassez de chips implica uma fatal perturbação em inúmeras indústrias, nomeada mente no sector automóvel e no ramo de electrodomésticos), aumentam as insolvências.

A nível macro, a inflação é o “monstro” que persiste, não se sabendo quando será afugentado. O dilema subida de juros/apoio dos governos aos consumidores está a gerar um conflito que, embora esperado, não facilita a resolução do problema económico mais ingente do momento.

Definitivamente, 2022 não é um ano bom, E, pior, as perspectivas assentam numa crescente incerteza.


ARG

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