Saída difícil

A crise, que desde há vários números vimos analisando nas nossas publicações de referência, não dá mostras de abrandar.

Como refere Francisco Melro (págs. 9 a 18 desta edição), “atravessamos um período muito perturbado, previsivelmente longo, de desfecho incerto”. E reconhece: “A sorte da economia é indissociável da sorte da guerra e dos caminhos políticos que forem sendo trilhados”.

Uma síntese perfeita da actual situação no mundo.

A saída difícil não está ao alcance dos governos de cada país. Escreve João César das Neves (págs. 23 a 25): “Exigir ao poder que elimine o actual sofrimento é como intimar que suprima o vírus ou acabe com os combates”.

Claro que, como recorda Teodora Cardoso (págs. 19 a 22), é indispensável que os governos passem “a dar atenção aos problemas estruturais, em vez de os usarem como desculpa para o que corre mal”.

Decididamente, a saída da crise que o mundo atravessa é difícil, tem contraditórios protagonistas –uns visíveis e outros nem tanto.

Contudo, não alinhemos no clichê segundo o qual os dirigentes que actualmente governam o mundo são todos medíocres/incompetentes Não se sabe como actuariam hoje Winston Churchill, Franklin Roosevelt ou Charles de Gaulle…