Uma crise inesperada

A decisão do Presidente da República de dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas, gerando uma improvável instabilidade governativa, constitui a principal marca de 2023.

Nesta perspectiva, é importante não esquecer a função social do Estado de Direito Democrático. Como lembra o investigador Manuel Carvalho da Silva, “as políticas sociais são intrínsecas às políticas económicas. O Social tem de estar presente quando se estabelecem compromissos e tempos dos programas económicos”. Também o sector agrícola não pode ser relegado, pois “é o mais eficaz no combate à fome e à pobreza”, recordam os professores António Cipriano Pinheiro e José Pimentel de Castro Coelho.

Nesta edição, Luís Belo, Partner & Tax Leader da Deloitte, analisa as medidas de política fiscal previstas no Orçamento do Estado. Para além da competitividade fiscal, e noutra vertente, a integração da inteligência artificial nos processos de tomada de decisão e governação das sociedades pode contribuir para uma melhor economia, como afirmam os professores Anacleto Correia e Pedro Borda de Água.

Outros contributos de autores portugueses credenciados estão presentes na edição de Dezembro dos Cadernos de Economia com a qualidade habitual dos seus oportunos artigos: Glória Rebelo, Luís Mira Amaral, Joaquim Miranda Sarmento, Francisco Jaime Quesado, António Abrantes, Dieter Dellinger, Francisco Carballo-Cruz e Rui Leão Martinho.

Manifestamente, é certo que 2024 vai ser um ano complicado. E a capacidade de adaptação e a busca por estratégias resilientes vão ser fundamentais para conseguir navegar com sucesso este panorama desafiador. – APG