O Japão registou em agosto um défice comercial de 1,1 biliões de ienes (mais de 6 mil milhões de euros), segundo dados publicados hoje, marcando o quarto mês consecutivo no vermelho, devido ao aumento do preço do petróleo.
Segundo os dados provisórios divulgados pelo Ministério das Finanças, o saldo negativo quase quadruplicou (276%) em comparação com o registado no mesmo período do ano passado, quando se anotou um défice comercial de 294 mil milhões de ienes (1,4 mil milhões de euros).
As exportações subiram em agosto 19,3% em termos homólogos, até 10,05 biliões de ienes (56,1 mil milhões de euros), em particular graças aos semicondutores (52,3%) e outros componentes eletrónicos.
Entretanto, as importações aumentaram 28%, até 11,15 biliões de ienes (62,3 mil milhões de euros), devido ao crescimento das compras de petróleo (38,4%), em meio à procura de fontes alternativas de crude após a ofensiva dos Estados Unidos contra o Irão.
Por países, o Japão registou com a China, o seu maior parceiro comercial apesar das tensões ocorridas no final do ano passado a propósito de Taiwan, um défice de 551,5 mil milhões de ienes (3 mil milhões de euros) nesse período, o que representa mais 29,4% em termos homólogos.
Com os Estados Unidos, primeira economia mundial e segundo parceiro comercial, o país asiático obteve um superavit de 70,3 mil milhões de ienes (393 milhões de euros), menos 77,6% do que em agosto de 2025.
Com a União Europeia, terceiro parceiro comercial, o Japão registou um défice de 230,5 mil milhões de ienes (1,2 mil milhões de euros), um crescimento de 76,7% interanual.
Com o Brasil, manteve o défice de 54,6 mil milhões de ienes (305 milhões de euros) anotado no mesmo mês do ano anterior. No caso do Chile, registou‑se um saldo negativo de 116,4 mil milhões de ienes (650 milhões de euros), o que representa uma subida de 43,7%.
O Japão conseguiu um superavit com o México no valor de 40,4 mil milhões de ienes (225 milhões de euros), embora tenha sido 22,4% inferior ao de agosto de 2025.
Fonte: LUSA